
Nesta
travessia de gerações, cada uma caída num feitiço inquebrável que conduz a uma
imensa paixão, é-nos apresentado um retrato apaixonante de Goa e da cultura
indiana, da presença portuguesa que começou por ser dominadora e se veio a
tornar acessória, e uma visão dos Descobrimentos que, ao mesmo tempo, consegue
ser muito crítica e apaziguadora. A adenda final, um pesadelo póstumo, pode ser
lida como o fim do Império. Aqueles que prefiram um sonho mais tranquilo podem
decidir que o livro havia terminado algumas páginas atrás.
Fonte: http://www.ruadebaixo.com/%E2%80%9Co-feitico-da-india%E2%80%9D-miguel-real.html (texto adaptado)

É licenciado em Filosofia pela
Universidade de Lisboa e mestre em Estudos Portugueses pela Universidade
Aberta, com uma tese sobre Eduardo Lourenço.
Estreou-se no romance, em 1979, com
O Outro e o Mesmo, com o qual viria a ganhar o Prémio Revelação de
Ficção da APE/IPLB. Em 1995, voltou a ser distinguido com um Prémio Revelação APE/IPLB,
desta vez na área de Ensaio Literário, graças à obra Portugal - Ser e
Representação. A partir de 2003, com a novela Memórias de Branca Dias,
passou a escrever simultaneamente um ensaio e um romance para evitar incluir teoria (filosófica, principalmente) na ficção.
http://www.infopedia.pt/$miguel-real (texto adaptado)
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