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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ensaio: O Estado deve comemorar feriados religiosos?
O estado deve comemorar feriados religiosos?
Por Patrícia Baronet, 10.º C
Fonte da imagem: http://www.tasteofhome.com/Recipes/Holiday---Celebration-Recipes/Hanukkah-Recipes/The-Story-of-Hanukkah
Ao longo dos anos Portugal tem-se apresentado
efectivamente como um estado católico, onde a fé católica tem-se alastrado
entre a população e passado de geração em geração, encontrando, obviamente,
pessoas mais resistentes que preferem seguir uma religião diferente de acordo
com as suas respectivas crenças. Devido a uma larga maioria seguir o catolicismo,
o estado português decidiu comemorar os respectivos dias simbólicos desta mesma
religião, mesmo sabendo que “maioria” não significa “um todo”.
Na minha opinião, o estado deveria apresentar-se
neutro a qualquer religião, não impondo feriados a quem não segue, neste caso,
a fé católica. Ou seja, como obviamente nem toda a população é católica não
deveriam ser obrigados a comemorar um feriado que efectivamente não lhes diz
nada. Quando política e religião se misturam e o estado opta por ter como referência
as crenças de uma certa religião, isso põe em causa o livre-arbítrio da
população que não segue “aquela” religião. Nós, seres humanos, somos dotados de
racionalidade e livre-arbítrio e a interferência do estado com esse
livre-arbítrio não é admissível, ou seja, um indivíduo que não segue a fé
católica não deveria ser obrigado a comemorar um feriado, que como já referi
anteriormente, não lhe diz nada.
A situação económica em que Portugal se encontra
actualmente também não é das melhores para a imposição de feriados religiosos.
Países como a Alemanha e França apresentam apenas cinco ou seis feriados
anuais, enquanto que Portugal tem perto de dez feriados. Estes países
encontram-se com uma economia muito mais desenvolvida que a nossa, pois os
feriados têm um prejuízo de cerca de um bilião de euros anuais na economia
portuguesa. Os feriados religiosos em Portugal são cerca de quatro ou cinco, se
não os comemorássemos reduzíamos o prejuízo para praticamente metade o que
ajudaria muito a nossa economia.
Um dos argumentos que o estado usa a favor da
comemoração dos feriados católicos é a nossa história de povo proselitista, de
grandes divulgadores da fé cristã. O estado deveria analisar cuidadosamente se
vale mesmo a pena sermos conhecidos como um estado católico ou como um estado
com ânsia de evoluir procurando sempre soluções para melhorar, pois ao fim ao
cabo, como foi refutado nos primeiros argumentos, as comemorações religiosas
prejudicam-nos socialmente e economicamente.
Concluo este ensaio com a seguinte questão: se há
efectivamente pessoas de religiões diferentes e se os feriados religiosos
acabam por nos retardar o crescimento económico, por que razão plausível
havemos de comemorá-los?
domingo, 17 de junho de 2012
Ensaio: religião e sociedade
Por Inês Leite, 10.º A
![]() |
| Fonte da imagem: http://www.benitopepe.com.br/2010/11/21/religiao-versus-ciencia/ |
“No
princípio, Deus criou os Céus e a Terra “. Para muitos esta frase continua ser
a base das suas crenças. Eu, sou uma pessoa que acredita naquilo que vê e na
justificação de factos com base no conhecimento humano e científico. Ao longo
dos tempos, a Ciência tem vindo a contradizer muitos das verdades inquestionáveis
assumidas pela religião.
Vejamos
então um exemplo desta situação: Durante muitos anos Copérnico, Galileu ou
Kepler mantiveram as suas teorias acerca do sistema solar e o movimento dos
planetas, na “gaveta”. Temiam chocar a mentalidade religiosa da sociedade da
altura: as teorias contradiziam as verdades reveladas pela Bíblia e ameaçavam a
fé. À partida deve ser dada mais importância, existindo uma contradição entre a
ciência e a religião, à ciência, mas continuemos a analisar o problema.
Por
que razão a Igreja sempre condenou a Ciência? A Ciência sempre teve um elevado
potencial para colocar em xeque os mitos e os dogmas da igreja.
Por
outro lado, a religião deverá ser um meio de pacificação social, reguladora da
conduta humana, uniformizando os valores éticos e morais de uma sociedade. Ao
invés, as guerras santas, os tribunais de inquisição, são exemplos de erros
cometidos ao longo da história, com a intenção da Igreja provar o seu poder.
A
falta de adaptação aos tempos actuais, que a Igreja tem demonstrado,
nomeadamente no que diz respeito a temas como a sexualidade, ou ao matrimónio
de sacerdotes, tem levado a um afastamento entre a sociedade e a Igreja.
Ao
seguir a ciência baseio-me em algo concreto, palpável e suportado por dados, enquanto,
se basear as minhas decisões na religião, baseio-me em mitos e em algo
abstracto, algo que para se obter uma solução concreta é bastante complicado.
Uma
das célebres frases de Karl Marx foi: “ a religião é o opio do povo". Por vezes, a religião é uma
idealização das aspirações do povo que não podem ser satisfeitas de imediato. É
isso que Marx queria dizer ao chamar a religião de "ópio do povo":
ela alivia a dor mas, ao mesmo tempo, torna-nos indolentes, nublando a nossa
percepção da realidade e tirando-nos a vontade de mudar.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Entrevista com Neil Gaiman
Neil Gaiman
Traduzido por Paulo Sousa a partir da entrevista incuída em GAIMAN, Neil – Stardust, London, Headline Review, 2007, (9787 0 7553 37555) 2 p. 210-211
O que há de verdadeiro nas histórias de fadas?
Penso que todos os contos de fadas são em grande medida verdadeiros, a um nível macro, se não mesmo a um nível micro. Há uma frase da autoria de G K Chesterton que cito no início de Coraline, o meu romance para crianças. Diz ele que não é que os contos de fadas sejam verdadeiros, eles são mais que verdadeiros. E não são verdadeiros porque nos dizem que existem dragões, uma vez que todas as crianças sabem no fundo do peito que os dragões existem; são verdadeiros porque nos dizem que os dragões podem ser derrotados.
E penso que essa é a maior e mais importante parte de um conto de fadas. Eles dizem-nos coisas muito verdadeiras que não têm de ser pequenas verdades específicas.
Os contos de fadas passaram a ser coisas de crianças, mas não começaram por ser assim. Tolkien fez uma analogia com a mobília do quarto das crianças. A mobília não começou por ser mobília de um quarto de crianças; foi feita para adultos e estes puseram-na no quarto das crianças quando ela ficou velha e passou de moda.
No caso dos irmãos Grimm, eles andaram recolhendo e publivando as suas histórias pensando que as publicavam para adultos. Só depois de terem começado a receber cartas de adultos que compraram estas histórias e começaram a lê-las a crianças e a achar que não eram adequadas que os Grimm começaram a modificá-las.
Assim, Rapunzel, na primeira edição dos contos de fadas dos irmãos Grimm, diz à bruxa “Porque está a minha barriga a inchar? As minhas roupas já não me servem.” Enquanto que na terceira edição, nesse momento da história a bruxa descobre que ela se tem encontrado com um jovem porque Rapunzel diz algo do género de “Tiazinha, não és tão pesada como o príncipe”.
Começaram a suavizar a história desde muito cedo. E claro que Charles Perrault, no século XVII, quando ele contou estas histórias aos franceses, também as suavizou e lhes acrescentou pequenas observações morais.
Não me parece que alguma vez as histórias de fadas tenham começado por ser histórias para crianças; elas começaram por ser histórias destinadas a serem contadas às pessoas. Penso também que Feéria (no original: “Faerie”, o país das fadas) é a metáfora perfeita para inúmeros lugares, para inúmeras coisas e para inúmeras ideias, e é também um lugar maravilhoso sobre o qual se podem contar histórias. E em Stardust adorei contrastá-lo com os vitorianos de chapéus de côco.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Dez espantosas bibliotecas de escolas básicas nos EUA
Dez espantosas bibliotecas de escolas
básicas nos EUA
Tradução: Paulo Sousa
As bibliotecas são locais importantes
para a educação nos primeiros anos das crianças, oferecendo aos jovens
estudantes um local onde estudar, explorar e aprender. Quase todas as
bibliotecas são capazes de impressionar as jovens mentes, mas há algumas que vão
mais longe e mais alto do que é habitual. Estas bibliotecas são dignas de nota,
seja pela sua programação ou pelas suas incursões nos novos media.
1. Far Brook School: Shakespeare ressuscitou na biblioteca de
Far Brook. Logo desde o jardim de infância, as crianças estudam as obras de
Shakespeare para levarem à cena uma nova produção em cada mês de Junho.
2. Clara BartonSchool: Como parte do projecto Robin Hood de Nova Iorque,
algumas firmas de arquitectos remodelaram gratuitamente a biblioteca da Clara
Barton , tranformando-a numa “B!blioteca” capaz de entusiasmar os miúdos.
3.TuckermanElementary School: À primeira vista, a Tuckerman não parece ser
uma biblioteca incrivelmente impressionante. No entanto, impressiona por ter um
catálogo publicado online, através do qual os estudantes podem procurar livros
inclusive a partir de casa.
4. Barack andMichelle Obama Service Learning Elementary: Esta biblioteca foi
requalificada como biblioteca/centro de recursos e é uma das maiores, com ca. 40000 livros na sua colecção.
5. East OaklandLibrary: A Acorn Woodland Elementary School não tinha uma
biblioteca e os alunos tinham de ir buscar os seus livros a estantes móveis
colocadas nos corredores. Mas agora, uma biblioteca da comunidade abriu as suas
portas aos alunos, tendo chegado a abrir a uma porta específica para os alunos.
A biblioteca oferece 30.000 livros, DVDs e Cds, bem como serviços de informática
e cópias digitais de livros.
6. Broadmoor Elementary: A escola primária de Broadmoor
beneficiou de melhoramentos levados a cabo pelos Target Volunteers e pela
fundação The Heart of America. A biblioteca recebeu novos livros, meios
tecnológicos, murais feitos à medida, cantos de leitura e outras coisas mais.
7. Lincoln AvenueElementary: A biblioteca da escola da Lincoln Avenue é um local
onde se cultiva a imaginação. Dotada de uma nova biblioteca e de um centro de media,
esta escola possui muitos e novos recursos educativos.
8. Richardsville Elementary School: A escola de Richardsville
pertence a uma nova tendência de design de edifícios verdes. Toda a escola, e a
livraria que nela se alberga, são de “rede zero”, gerando mais energia do que
aquela que consome.
9. Mather Elementary School: A Mather Elementary School foi
outra beneficiária dos melhoramentos levados a cabo pelos Target Volunteers.
Não só a biblioteca recebeu novas obras de arte, meios tecnológicos e livros,
como os alunos receberam alguns dos novos livros Home 7 para as suas colecções
pessoais.
10. EdisonElementary School: Esta escola abriu os braços à internet,
oferecendo recursos de pesquisa on-line e outros meios. Esta biblioteca tem um
blogue, prove concursos e faz ainda outras coisas.
O texto original pode ser encontrado em:
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O projeto Gutenberg é uma biblioteca on-line através da qual podemos aceder livremente a livros eletrónicos. Tratam-se de títulos do domínio público (que não estão sujeitos a direitos de autor), valiosos para quem estuda, alguns dos quais são difíceis de obter de outra forma.
Eis alguns títulos de obras em português:
A relíquia, de Eça de Queirós
Paisagens da China e do Japão, de Venceslau de Morais
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