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quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Livro do Mês - Maio
Livro do Mês
Maio de 2013
O sorriso de Mona Lisa
Autor: Pedro Teixeira Neves
Referência:
2008, Editora Deriva,
Porto
Páginas: 125
O sorriso de Mona Lisa é um livro de contos que se
organizam em redor de dois grandes temas: as artes plásticas, que nos enchem de
espanto, e a sociedade, cheia de cicatrizes.
Cada conto é um pequeno mundo em que, subitamente,
caímos. A ação é-nos servida muito concentrada. O sabor de cada gesto e de cada
palavra é intensificado. É difícil atravessar o campo de minas dos significados
explícitos ou implícitos sem detonar algum. O universo, condensado no exíguo
espaço de poucas páginas, destabilizado pela ironia, espera o momento do seu big bang.
Excerto:
«Há quem se queixe. Há
quem saia para a rua fazendo desfilar a sua indignação ante a injustiça que é
estarem a tirar-lhes os empregos. É fácil apontar o dedo. Quando as culpas não
são de Bruxelas, são do outro. O Outro, esses, o emigrante, o clandestino, os e
negros e os árabes que nos vêm roubar os empregos. Matam-se nas terras deles e
depois vêm para cá pôr tudo de pantanas, ameaçar a nossa santa e cristã
terrinha. Há quem esqueça, há também quem esqueça os séculos de exploração a que
aqueles que agora apontam os dedos submeteram e condenaram os antepassados
desses emigrantes. Há quem tenha a memória curta, demasiado curta (…).» (p.102)
Cursou Relações Internacionais.
Jornalista desde 1994, passou pelo «Semanário», revista «Arte Ibérica», «Agenda
Cultural de Lisboa» e revista «Magazine Artes», publicação que fundou e dirigiu
desde 2001 até 2008.
Desde sempre, nessas publicações,
tem escrito sobre livros. No campo da Literatura, e enquanto autor, publicou o
romance Uma Visita a Bosch (Temas e
Debates), o livro de poesia Chiasco
(Quasi Edições), os livros infantis Histórias
Tais, Animais e Outras Mais e Histórias
de Patente, com Tenente e Outra Gente (Caminho), o livro de contos O Sorriso de Mona Lisa (Deriva) e o livro
juvenil Amor de Perdição (adaptação
do título homónimo de Camilo Castelo Branco — Quasi Edições).
Alimenta o blog
http://pedroteixeiraneves.wordpress.com
Fonte da nota biográfica: http://www.pnetliteratura.pt/membro.asp?id=12
Foto: http://derivadaspalavras.blogspot.pt/2010/06/asclepio-o-cacador-de-eclipses-pedro.html
Foto: http://derivadaspalavras.blogspot.pt/2010/06/asclepio-o-cacador-de-eclipses-pedro.html
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Livro do mês - Abril 2013 - Uma noite não são dias
Livro
do Mês
Abril de 2013
Uma noite não são dias
Autor: Mário Zambujal
Referência: 2011, Editora Planeta, Lisboa
Páginas: 384
Foto de Mário Zambujal, 2012
– fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Zambujal
Em Uma noite não são dias somos transportados
a um retrato possível do mundo na segunda metade do século XXI. Ficção
científica com humor? História burlesca alternativa? Fábula para adultos?
Profecia de uma vida confortável e sem rumo?...
Como
acontece em outras obras de fantasia, os mundos imaginários são um projeção da
realidade em que vivemos, um extracto concentrado dos problemas e das dúvidas
que vivemos no quotidiano. Os personagens da fantasia são transposições das
pessoas dos nossos mundos. Colocando-os em situações mais ou menos diferentes,
os autores mostram-nos faces de nós mesmos que nem sempre gostamos de encarar,
riem-se do teatro que montamos para nós próprios e no qual chegamos a creditar
— terá havido alguma época em que as pessoas não falavam mal umas das outras?
Até que ponto é inaceitável um casamento com três cônjuges? Ainda alguém se
espanta por haver senhores muito ricos que enganam os outros para ficarem ainda
mais ricos?...
Excerto:
«— Olá,Grace.
»São os vizinhos do quadragésimo oitavo,
apartamento LN. Três: o advogado Túlio Carolino e suas mulheres, Silvana
Lutécia.
»Tornaram-se banais, neste novos tempos, as
ligações a três. E se Túlio tem duas parceiras, dona Teodorina, moradora em
frente, dispõe de uma dupla de prestáveis maridos. Correm rumores de que os
sova com um cinto cravejado de caricas de cerveja mas não é certo.
Estranhamente, nestes meados do século XXI, Portugal transformou-se num lugar
de boatos e maledicência. Os mais velhos dizem ter saudades das épocas em que
ninguém dizia mal de alguém. Agora é o que se vê (…) Uns dias antes
comentava-se que a ministra dos Cofres do Estado passava demasiados
fins-de-semana em Xangai. Com quem? — era a maldosa interrogação. Nem tudo,
porém, são notícias de fediver. Um naipe de banqueiros, gente de primeira fila
social, é acusado de depósitos excessivos nas suas próprias contas e senhores
de fortunas gordas vêm os seus nomes badalados pela suspeita menor de golpearem
o fisco.»
Mário
Zambujal fez carreira como jornalista, tendo trabalhado em vários jornais
famosos no seu tempo: O Século, Se7e, Tal & Qual, e 24 horas. Para além
destes, trabalhou no Record, no Diário de Notícias, na Rádio Comercial e na
RTP.
Em 1980
publicou Crónica dos bons malandros,
a primeira das suas, até agora, onze obras de ficção.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
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